A paixão de D. Pedro e de D. Inês era tão ardente, e tão profundo o sentimento do casal de namorados, que D. Pedro, contra ordem do seu pai, mandou vir D. Inês para Coimbra. Acabava, assim, o desterro em Albuquerque e começava uma nova fase da vida para os dois, finalmente juntos.O rei D. Afonso IV continha, apesar de tudo, a sua fúria pela tal desobediência de D. Pedro a seu pai. O soberano não queria, por sua vontade, entrar em guerra com o Infante porque sabia, por experiência própria, como eram terríveis as “guerras” familiares e que desgosto causaria a D. Beatriz, sua mulher, a violência contra o filho herdeiro.A existência de D. Pedro e da linda Inês era imensamente feliz. Habitavam em Santa Clara, na margem esquerda do rio Mondego.Ali nasceram seus filhos: o primeiro chamou-se Afonso, o nome do avô, mas morreu criança de tenra idade; os outros, dois meninos (João e Dinis) e uma menina (Beatriz), cresceram com saudável robustez física, rodeados de carinho e de ternura dos pais, como flores de esperança no vale que se abria ar puro do céu azul.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
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